Líder tocoísta condenou destruição do templo em Cacuaco. (Foto: Angop)

Líder tocoísta condenou destruição do templo em Cacuaco. (Foto: Angop)

Líder religioso condena destruição do templo em Cacuaco

A construção da igreja foi autorizada pela administração municipal, mas depois foi demolida sem explicação convincente.

Líder tocoísta condenou destruição do templo em Cacuaco. (Foto: Angop)
Líder tocoísta condenou destruição do templo em Cacuaco. (Foto: Angop)

O bispo da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (INSJCM), Os Tocoístas, Dom Afonso Nunes, condenou as constantes demolições de residências de cidadãos no município de Cacuaco, em Luanda.

Dom Afonso Nunes, que falava à imprensa à margem das festividades do 37º aniversário do sepultamento do profeta Simão Gonçalves, disse ser inconcebível que a Administração Municipal destrua residências de pacatos cidadãos, sob alegação de serem erguidas em reservas fundiárias do Estado.

Disse ser uma prática inconcebível, pois as administrações municipais deixam os cidadãos construírem e, depois de concluídas, são destruídas, deitando para baixo todo um esforço de quem com parcos recursos ergueu com muito sacrifício a sua residência.

O bispo reagia às recentes demolições ocorridas naquela circunscrição fruto das quais uma igreja da congregação que dirige não foi poupada, no distrito urbano do Sequele, depois de ser autorizada pelos Serviços de Fiscalização da Administração Municipal do Cacuaco.

Para o líder religioso, as autoridades devem evitar situações desta natureza, sendo que tem sido recorrente em quase todos os municípios, com o Cacuaco a liderar o gráfico de destruições.

No entendimento do líder religioso, antes de destruírem as residências, as autoridades devem privilegiar primeiro o alojamento das pessoas, em vez de serem atiradas ao relento.

Aos jornalistas, Dom Afonso Nunes mostrou o seu desapontamento pela destruição do templo tocoísta, que disse ter sido erguido com muito esforço, numa altura em que o país vive uma crise económica e financeira.

O mais grave ainda, segundo o bispo, é o facto de o Estado não indemnizar as pessoas que perdem as suas residências, estando forçados a recomeçar.

Refira-se que a Assembleia Nacional tinha aprovado uma resolução em 2013, que proibia as demolições de quaisquer residências dos cidadãos, sem antes preparar um lugar para posterior realojamento.

Entretanto, contra todas as expectativas, a sua aplicabilidade nunca foi efectivada, o que tem dado azo para que fiscais das administrações municipais continuem a demolir casas e outros empreendimentos, em contravenção a esta resolução.

Refira-se que a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo tem igrejas em todo o território nacional e no estrangeiro, com destaque para a Europa. O seu centro espiritual é a localidade de Ntaya, no município de Maquela do Zombo, província do Uíge, onde nasceu e repousam os restos mortais do seu líder fundador, Simão Gonçalves Toco.

Fonte: OPaís